terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A MUDANÇA QUE PRECISAMOS

Hoje quando falamos de conservadorismo e fundamentalismo é quase um crime. Longe de mim defender práticas de violência em nome da religião ou ideologias. Mas claramente é esse sentido pejorativo que tem sido dado a essas palavras. Não quero discutir o significado desses conceitos, quero, antes, chamar a atenção para o fato de nossa sociedade viver um certo fascínio e deslumbre com o “novo”.  Por isso, falar de conservar valores, práticas, tradições e de manter-se fiel à fundamentos estabelecidos a dois mil anos atrás, é uma atitude considerada “fora de contexto”. Então em um mundo de inovações tecnológicas, de “revoluções” de costumes e de um relativismo do que é certo e errado somos levados a considerar apenas A MUDANÇA QUE QUEREMOS e nos esquecemos da MUDANÇA QUE PRECISAMOS.

Jesus disse: Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. (Mt. 5:13). A Igreja não pode perder esse sabor, mas além disso o sal tem outra função, a de conservar. Durante dois mil anos, muitas coisas mudaram, mas outras permanecem exatamente iguais. O ser humano continua desejando ser igual a Deus, a pecado continua trazendo dor, sofrimento e morte, e a misericórdia, a graça e o amor de Deus continua a mesma. As mudanças que queremos hoje, não podem apagar o que deve permanecer vivo em nossos corações, mentes e atitudes. Precisamos manter, conservar o amor de Deus. Muitas mudanças tem esfriado o amor de muitos, pois isso tem feito se multiplicar a iniquidade. Quando vemos a família se deteriorar, as Igrejas se transformarem em máquinas de opressão e de fazer dinheiro em nome da fé, quando vemos mudanças que fazem a maldade se multiplicar, lembramos da palavra de Jesus: “Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará (Mt. 24:12). Se a Igreja perder isso, deixar de ser e fazer a diferença, se almejarmos mais as mudanças que queremos, se perdermos o nosso sabor, para que serviremos? Para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.
 
Conservar o sabor significa manter-se firme na fé em Cristo. Isso não quer dizer viver em função de um tradicionalismo vazio e sem sentido espiritual, ao invés disso, podemos descobrir na fé Cristã uma porta para vermos aquilo que realmente deve ser mudado em nós. Qualquer pessoa pode mudar de atitude, de opinião ou de vida, mas somente Deus pode mudar a nossa existência, “Pois, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! 
2 Coríntios 5:17

A Bíblia nos ensina que precisamos deixar as coisas que para traz ficam e prosseguir para as que estão adiante de nós (Fl.3:13-14). Pois, a ruptura em nossa história se dá no momento que encontramos em Cristo a possibilidade de mudar aquilo que PRECISA SER MUDADO. Mudar a nossa natureza pecadora, para uma natureza redimida pela aceitação do sacrifício de Cristo em nosso lugar e do reconhecimento que ELE é o Senhor de nossa vida. Isso é, antes de tudo, um ato de fé. 

Assim a mudança que precisamos é uma transformação de nossa existência através de Cristo que nos leva a viver de forma diferente, se antes vivíamos do víamos, hoje vivemos do que cremos.
A questão é que muitos querem continuar vivendo como antes (antes de Jesus), buscando mudanças superficiais, para camuflar a mudança que ainda precisam experimentar. Assim, a Igreja (nós) como corpo de Cristo, não podemos tomar a forma do mundo (que ânsia por inovações). Mas, antes, precisamos transformar a nossa mente, através da fé em Cristo, para que possamos experimentar a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável, conservando a fé viva em nós para viver aquilo que Deus tem.
Pr. Cezar Uchôa Júnior

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A questão da homoafetividade


No último domingo o Sr. Silas Malafaia foi entrevistado pela Marilia Gabriela. O programa teve picos de 13.5 pontos no IBOPE, virou febre nas redes sociais e tem um video com mais de 1 milhão de acessos no YOUTUBE. Resumindo, a entrevista "polêmica" deu o que falar.

 Porém, na minha humilde opinião, o Sr. Malafaia não fala em nome dos evangélicos. Apesar de posicionar-se como a esmagadora maioria dos evangélicos (contra o aborto, homossexualismo e outros temas). Sua linha de argumentação tem sido reproduzida por mts evangélicos e outros, de linha cristã. No entanto, ocorre um grave equívoco na sua linha de pensamento.

Em primeiro lugar: não adianta ficar querendo definir se a homoafetividade é nata (de nascença) ou adquirida (comportamento), pois, de uma forma ou de outra, continuará sendo uma realidade da humanidade. Em segundo, o discurso religioso (dogmático ou teológico) não necessita recorrer ao discurso da "especulação" ou experimentação científica, pois a base de legitimidade da fé não é a verificação como "fato científico". E, em terceiro lugar, não é a nossa argumentação (teológica, científica, ou emocional) que faz o ser humano reconhecer o pecado, como pecado, mas Jesus disse:
"Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo."João 16:7-8.

Portanto, não deveríamos entrar em discussões vãs, como coloca Tito: "Evite, porém, controvérsias tolas, genealogias, discussões e contendas a respeito da lei, porque essas coisas são inúteis e sem valor." Tito 3:9.

Deveríamos:
·        Anunciar o Reino de Deus, o Evangelho:
Contudo, quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me é imposta a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho! I Coríntios 9:16

·        Ser testemunhas do que Deus faz em nossas vidas (Atos 1:8),
Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra".Atos 1:8

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A QUESTÃO PENTECOSTAL E NEO-PENTECOSTAL.


O problema não é orar em línguas, nem outras formas litúrgicas, a questão fundamental é o afastamento da Bíblia como A Revelação de Deus. A fé protestante evangélica batista, crer que a Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana, por isso nenhuma revelação específica, rhema, nova visão, profecias, etc. é de Deus se contraria um ensinamento da Bíblia. 

O movimento pentecostal tende a colocar as "revelações" específicas em pé de igualdade com a Palavra de Deus, desta forma a Revelação de Deus acaba sento sujeita à abstrações subjetivas em nome de Jesus ou do Espírito Santo. Isso acaba colocando de lado toda a tradição protestante de interpretação bíblica, por mais que tb sejam especulações humanas, fundamentam seus olhares no Texto Sagrado. 

Já o neo-pentecostalismo foi além das abstrações subjetivas, eles (ou nós) transformaram (ou transformamos) a fé em um instrumental para alcançarmos nossos desejos mais egoístas de conquistas, vitórias, bençãos, etc. Transformando o Texto Sagrado em mero instrumental para atender os "novos interesses" da sociedade pós-moderna capitalista. Caindo como uma luva para atender um novo grupo de pessoas, principalmente de classe média-alta. 

Claro que essa leitura é geral e não entra nos detalhes dos movimentos. Nem questiono os usos desses termos com outras práticas, ou as identidades denominacionais. Meu objetivo é apenas mostrar que não podemos abandonar as Escrituras como a Revelação de Deus ao homem. Creio que Deus pode falar do jeito que Ele quiser, até sem palavras como lemos em Salmos 19, ou através de uma mula. Em resumo a Palavra de Deus não pode ficar a mercê de nossas abstrações, nem relativizada aos nossos interesses. 

                                                                            Pr. Cezar Uchôa Júnior

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

IGREJA ORGÂNICA - SERÁ?


Será que um dia a gente aprende?

Nas décadas de 80 e 90 vimos o surgimento das "Comunidades Evangélicas" propondo uma revolução na Igreja a partir da "Adoração"; Nos anos 90 e 2000, vieram os "grupos pequenos" os G12, G05, Grupos familiares, células, etc. Diziam que a Igreja deveria mudar sua estrutura para receber "o vinho novo"; Hoje vemos as MULTIMEGAS IGREJAS OFERECENDO UM "DEUS DE MERCADO" e, em oposição, vemos surgir um "anti-institucionalismo" com as "igrejas orgânicas" (simple churth). Também com um discurso reformista e revolucionário estrutural.

Não sei.

Ainda não me convenci, se é mudando a estrutura que iremos viver a verdadeira realidade de Igreja. Será que Deus não pode usar uma estrutura para alcançar o Seu propósito? Será mesmo que a Igreja primitiva só se reunia nas casas? E as orações no Templo (e era o templo judaico)? E o esforço de Paulo ao evangelizar as cidades a partir das sinagogas, onde algumas vieram a se transformarem em Igrejas (alguns estudos recentes apontam para esta possibilidade)?.....

Não sei se é inteligente e justo os crentes verdadeiros, abrirem mão das estruturas (instituições) que foram construídas com sangue de mártires, deixando isso na mão de homens inescrupulosos e gananciosos. Seria uma espécie de silêncio dos bons, como disse  Pr. Martin Luther King Jr..Além disso, apesar de não sermos chamados para salvar as instituições (temos que anunciar o evangelho para que o Senhor possa salvar vidas) podemos e devemos nos esforçar para CONVERTER as igrejas a serem instrumentos de Deus para abençoar vidas.

Por outro lado, se as "Igrejas" (institucionais) não estiverem realizando sua função espiritual, Deus pode destruir tudo isso, pois de verdade, não precisamos de templos suntuosos, ou  mega estruturas, precisamos sim, de homens e mulheres rendidos aos pés de Jesus, dispostos a fazer o melhor.

Diante disso, o meu medo é estarmos falando de uma "nova revolução", de "odres novos para o vinho novo" de um "suposto avivamento ou reforma" que na verdade transfere a nossa culpa. Onde, a razão para a Igreja  está do jeito que está, não é minha, mas é da estrutura, e da instituição. Quero lembrá-los que a instituição não é um "enti" autônomo, ela é formada por pessoas. Nós deixamos a Igreja chegar na situação que ela está hoje. E, não sei se a solução é, novamente, mudarmos a estrutura, para que com a mudança possamos manter os mesmos erros. Que acaba sendo o mesmo erro do Édem: "a culpa não é minha".

Oremos por nossas denominações, igrejas, estruturas, mas principalmente por homens e mulheres de coragem que possam assumir o compromisso de SER UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE DE CRISTO.

Pr. Cezar Uchôa Júnior

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

TEUS SONHOS -




Guarda o meu coração, oh Deus
Guarda o meu coração
De fazer minha vontade
De viver para mim mesmo (2x)

Quão insondáveis são os seus caminhos
Inescrutáveis são os seus juízos

Minha vontade já deixei,
O teu reino já ganhei (2x)

Coro:
Os teus sonhos são maiores do que os meus
Os teus caminhos bem mais altos do que os meus
Toma minha vida tudo é teu,
Toma minha vida tudo é teu.

Venha o teu reino
Seja feita tua vontade (2x)

Minha vontade já deixei,
O teu reino já ganhei (4x)


Link: http://www.vagalume.com.br/fernandinho/teus-sonhos.html#ixzz2H6pbJfH6

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

4ªDoClamor - Toda Quarta-feira,19:45h

Agora será às quartas.

O nosso tempo de clamar a Deus pela resposta em nossas vidas mudou de dia, mas o nossa motivação continua a mesma: CLAMAR AO SENHOR, para que ele responda "coisas grandes e ocultas que não sabemos" (Jr.33:3).

Em 2013 estaremos enfatizando a consagração de nosso "Projeto de Vida". Porque todos os planos que fazemos precisam ser apresentados a Deus. Venha, participe dessa campanha que poderá mudar a tua vida.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

RETROSPECTIVA 2012


2013 ANO DA COLHEITA

O tempo passa e cada vez mais as pessoas se preocupam com suas próprias vidas. Isso é bom, "não se meter na vida dos outros". Mas quando passamos a não nos importar mais com a angustia e o desamparo, quando não temos mais compaixão pela situação vivida pelas pessoas que sofrem sem o amor de Deus, fica uma pergunta: COMO SER CRISTÃO SEM OLHAR PARA O PRÓXIMO?

No ano de 2013 Deus tem dado uma direção para nossa Igreja baseado em Mateus 9:36-38

"Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.Então disse aos seus discípulos: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara".


Que possamos, assim como Jesus, olhar para as "multidões" (para as pessoas) e ter compaixão delas por estarem aflitas e desamparadas. Jesus está nos mostrando a realidade da GRANDE SEARA e dos POUCOS TRABALHADORES. Precisamos orar ao Senhor da seara que envie mais trabalhadores e estar prontos e disponíveis ao Senhor para colhermos os frutos que já estão prontos.




sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ENTÃO É NATAL

"Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz." Isaías 9:6


"O natal vem vindo, vem vindo o natal...";
"Acredite na magia do natal."


Adoro as propagandas de natal da coca-cola, gostava mais dos caminhões com mts luzes, renas e papai noel cruzando as avenidas do Rio. Uma vez vi uns 20 caminhões cruzando a Rio Branco, foi lindo.

Por mais que ache isso maravilhoso, o verdadeiro natal não é isso. Sabemos que Jesus não nasceu 25/12, conhecemos o lance do deus sol, da festa pagã, etc. Na verdade se convencionou essa celebração, mas o natal não é isso.

Um Certo Nicolau inspirou a criação da tradição de distribuir presentes e as lojas e o comércio se apropriaram dessa prática. Mas o natal, também não é isso.

Vemos homens se fantasiando com uma roupa vermelha, não se importando com o calor, e distribuindo presentes comprados pelos pais, mães, amigos e outros. Mas isso não é natal. O que me deixa muito chateado é ver pais mentindo para seus filhos dizendo que foi o papai noel quem deu o presente porque ele se comportou. Ah tá, é o tal do lúdico, da imaginação. Besteira é mentira mesmo. Isso é que não é natal mesmo.

Falta ainda outra coisa. As pessoas veem no natal mais uma desculpa para encher a cara e ficar doidão. Ou celebram o natal em um banquete de desperdício e competição entre sogras e noras, cunhadas e esposas, etc. isso não é natal.

A cada ano me pergunto: O que Jesus acha sobre nossas comemorações de natal? Ainda não sei.

Tá bom pode me chamar de chato. Mas diante disso acho legal, a família reunida, os amigos e parentes com aquele ar de felicidade pela confraternização. Mas, mesmo sendo uma coisa legal, isso não natal.

Mas o que é o natal então? É o nascimento do Filho de Deus. Portanto se fazemos todas estas coisas e esquecemos o principal, não estamos celebrando o natal. Que neste natal possamos celebrar Jesus, o seu nascimento, sua vinda ao mundo para cumprir o propósito de Deus ao homem. Deixemos as bebedeiras, as mentiras vestidas de vermelho, os baquetes e competições para ver quem vai dar, ou ganhar o melhor presente. Que O CRISTO, verdadeiramente, possa nascer em nossos corações.

E FELIZ NATAL!

PJ.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

5ªDoClamor

Se fala muito sobre vitória, mas a verdadeira vitória que vivemos é quando vivemos a vontade de Deus em nossas vidas

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Rm. 8:37



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

(...CONT...) O CAMINHO DA VITÓRIA


JEREMIAS VITORIOSO DE VERDADE Jr. 9:23-26

Para mim um dos homens mais vitoriosos da Bíblia foi Jeremias. Pois ele viu cinco reis em Judá, sendo que os quatro últimos levaram Jerusalém ao Exílio Babilônico. Além disso ele viu a sua religião ser destruída diante dos seus olhos, aquilo que ele achava especial foi derrubado. Mas no início de seu Ministério, Jeremias presenciou e ajudou na reforma religiosa promovida por Josias, por volta de 630 a.C., no entanto com a morte de Josias, em 609, Judá entra em uma profunda crise espiritual, política, militar e social, culminando na destruição do Templo e na tomada de Jerusalém em 586 a.C. Mesmo diante deste quadro de ter que denunciar o pecado de Judá e anunciar a desgraça a Jerusalém, Jeremias se manteve fiel a Palavra de Deus e à missão dada pelo Senhor, nem a perseguição ou o descrédito dos reis o fizeram desistir. Diante deste quadro vejamos o que Jeremias nos tem a ensinar com relação ao caminho da vitória.

QUAL É O CAMINHO DA VITÓRIA? O CAMINHO DA VITÓRIA É...

  1. NÃO SE GLORIAR NA SABEDORIA
No Velho Testamento encontramos algumas tradições, ou formas de pensamento (maneiras de compreender o mundo) dentre elas podemos destacar a tradição sapiencial e a tradição profética. Parece que Jeremias, neste texto esta questionando a aplicação ou o uso da “sabedoria” pela liderança de Judá. O interessante é que Jeremias não condena a sabedoria, mas alerta quando a sua aplicação traz glória para o sábio e não para Deus. Na verdade Judá começa a se distanciar de Deus, tomando decisões sem consultá-Lo e buscando soluções contrarias à Palavra de Deus. Os desvios da nação haviam antes mesmo do reinado de Josias e devido a estes desvios Deus fala através do profeta Jeremias que iria castigar o povo. Falar de castigo hoje, parece ser um tanto incoerente, mas o castigo, não mostra um Deus mal e punitivo, mas um Deus que disciplina aqueles a quem Ele ama. Também, é preciso salientar que o castigo é resultado, ou recompensa da ação errada ou incompatível de quem é castigado. Portanto, Deus castigou sim o povo de Judá, para prová-lo, destruindo o pecado do meio do povo para que depois de 70 anos, como a profecia previu,  começar de novo. Mas hoje o castigo que nos traz a paz estava sobre Jesus na Cruz e, por isso, não há porque me gloriar na sabedoria de homens, em doutrinas, teologias, filosofias, estratégias, métodos, pois isso tudo é loucura.

A sabedoria dos homens não reconhece o poder de Deus, nem pode trazer fé ao coração sedento por Deus. Ou seja a fé em Deus não nasce do entendimento humano (sabedoria) mas da experiência com Deus, do conhecimento de Deus, como está escrito: “18  Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. (I Co.1:18). O poder de Deus é a Palavra da Cruz, ir contra a própria vontade, o resultado e a vantagem  para si – negar-se – e  tomar a cruz e seguir a Jesus (adotando para si a vida e as promessas que Deus tem). Portanto a glória não esta no sábio ou na sua sabedoria, mas no Deus que deu a sabedoria.

No mercado gospel existe muitas estratégias para ser um “vitorioso”, mensagens de “auto-ajuda” tem roubado o lugar da Palavra de Deus”, falar o que as pessoas querem ouvir tem limitado a ação profética da Igreja. Eu creio que é tempo de romper com a tendência de mercado, deixar de pregar para massagear os egos e começar a anunciar o PODER DE DEUS NA PALAVRA DA CRUZ. Mesmo que seja uma Palavra dura, que denuncie o pecado, uma Palavra de conserto, pois pode até demorar 70 anos, mas a restauração de Deus sempre vem. Pois a obra de Deus vai continuar sendo feita.

“portanto eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa com este povo, sim uma obra maravilhosa e um assombro; e a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus entendidos se esconderá”. Is.29:14
  
  1. NÃO SE GLORIAR NA FORÇA
A sabedoria pode ser entendida como o planejamento para se chegar a um objetivo. Já a força é a capacidade de saber fazer e realizar. A pouco tempo atrás o mundo ficou estarrecido com a habilidade de um piloto de avião que pousou um Airbus dentro do rio Hudson em New York, salvando mais de 150 pessoas. Certamente este homem por mais habilidoso que seja, não tem que se gloriar na sua habilidade, na sua capacidade de fazer algo, nem na sua força, pois muitas coisas poderiam ter acontecido e a sua habilidade de nada adiantaria. Mas coube a Deus usá-lo para salvar estas pessoas, e a ele mesmo, da morte. Assim, também, não sou eu quem tenho a capacidade, mas é Deus quem usa a minha vida, não é a minha força que faz as coisas acontecerem, mas é Deus quem a usa de acordo com o seu propósito.

Uma coisa eu tenho aprendido: a minha força se acaba. Quando iniciamos uma empreitada com a nossa força, uma coisa é certa, ela se acaba. Mas, aqueles que tem a sua força no Senhor são felizes pois: “5  Bem-aventurados os homens cuja força está em ti, em cujo coração os caminhos altos” Sl.84:5. Você pode hoje estar casado e abatido, mas creia os que esperam no Senhor tem as suas forças renovadas (Is.40:31). Deus quer renovar as suas forças hoje e te fazer viver um novo tempo de ministério, buscando suas forças Nele. Já que é assim, não é a minha força que faz a obra de Deus acontecer, mas o Espírito, pois Ele é poder de Deus.

Ele me respondeu, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos.(Zc.4:6)  

  1. NÃO SE GLORIAR NA RIQUEZA
A sabedoria: seria a estratégia, ou planejamento, a força: a capacidade de fazer algo (habilidade). Já a riqueza pode ser vista como os recursos para se caminhar para a vitória. Muitos de nós temos nos afastado de Deus por achamos que não precisamos dele. Judá achou que tinha um exercito, ouro, carros e cavalos, mas quando os caldeus invadiram Jerusalém todos fugiram, inclusive o rei Zedequias.

Na parábola do filho pródigo vemos que os recursos que lhe foi dado pelo seu pai não o ajudaram a encontrar o caminho. Assim também muitos de nós achamos que são os recursos que nos fazem vencer, mas a igreja primitiva venceu e transformou o mundo a partir de 12 homens que não tinham munto mais que eu e você. Uma Igreja que impactava a sua redondeza sem um templo construído. Tenho aprendido uma verdade: “NÃO TER COMO FAZER NÃO PODE ME IMPEDIR DE FAZER A OBRA DE DEUS”. Pois é Ele que opera tanto o querer como o realizar
“porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” Fl.2:13.

Tem pessoas que estão se preparando para a obra de Deus, isso é bom, mas Deus quer te usar hoje, não coloque desculpa para se entregar a obra que Deus tem a fazer na tua vida. A igreja hoje esta cheia de “profissionais do reino”, mas falta servos do reino; homens que vivam para o evangelho e não vivam do evangelho.

Deus destruiu os recursos do reino de Judá, Deus subjugou a sabedoria dos sábios, Deus acabou com a força dos fortes. Deus também está fazendo isso hoje. Não adianta ter planos, saber fazer e ter como fazer, é preciso algo mais. DEUS NÃO ESTÁ BUSCANDO PROFISSIONAIS (músicos, pregadores, administradores, estrategistas, etc). A Bíblia diz que DEUS PROCURA A VERDADEIROS ADORADORES QUE O ADOREM EM ESPÍRITO E EM VERDADE (João4:23). Deus esta fazendo isso para fazer com que vc possa voltar para ELE e assim Ele possa restaurar.
   
  1. GLORIAR-SE EM SABER E CONHECER DO QUE DEUS É CAPAZ  
Saber o que Deus é capaz é importantíssimo para trilhar o caminho da vitória. O texto diz que Deus faz misericórdia, justiça e juízo. Estas três palavras no original vem da mesma origem, a palavra Tisek – justiça. Isso mostra que Deus age com misericórdia – perdão, mas também há uma justiça e com juízo. Entendendo isso João declara que é o Espírito Santo que convencerá o homem do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8). É preciso saber que Deus é capaz de julgar e dar o juízo, mas também é saber que Ele é misericordiosa para perdoar:
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (João 1:9).

Além de saber destas coisas é preciso conhecer. E conhecer é experimentar, não é apenas tomar ciência de como Deus faz as coisas, mas é viver na tua vida o mover de Deus. Jó declara que antes conhecia Deus de ouvir falar, mas agora ele o conhecia de vê-Lo (Jó 42:5). Conhecer a ação de Deus é entregar a vida à Jesus e viver para Ele incondicionalmente.
Hoje é o tempo que Deus escolheu para derramar do seu Espírito sobre a Igreja e para que ela possa agir com poder e glória e preciso que trilhemos o caminho da Vitória: de experimentar a misericórdia, o juízo e a justiça de Deus, deixando com que Ele faça o que for preciso para voltarmos para Ele.
Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Gl.6:14
QUE POSSAMOS BUSCAR SABEDORIA NA PALAVRA DA CRUZ; FORÇA NO SENHOR E RIQUEZA DO ESPÍRITO.
“ Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”.Sl.20:7

Pr. Cezar Uchôa Júnior

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

QUER RESPOSTA? CLAME!

Jeremias 33:3, nos desafia a não desistir de viver o que Deus tem a realizar em nossas vidas. Mesmo que pareça impossível, distante, ou mesmo difícil para aceitarmos, Deus tem promessas a realizar em nossas viadas. O problema é que queremos ver as coisas acontecendo, mas andes de querer ver, precisamos aprender a crer, pois Jesus diz: "SE CREDES verás a glória de Deus. Ou seja, a condição para VER é CRER. Temos todas as quintas, a partir das 19:45h, um tempo para buscarmos a resposta de Deus. Venha, não desista, creia

O CAMINHO DA VITÓRIA



No mundo em que vivemos, a cada dia somos pressionados por todos a sermos excelentes. A competição dos “mercados” (trabalho, academia, artes, igrejas, religiões) criam noções de vitória e sucesso, muito mais focado nos resultados materiais do que no crescimento e na vida das pessoas. O mais importante agora não é o ser humano, mas os resultados que eles podem produzir. Nesta perspectiva, as igrejas de hoje, com exceções, tem buscado resultados “materiais” (um templo cheio, múltiplas atividades, vários serviços a serem prestados, etc.). Porém, não tem dado a importância devida às vidas e ao relacionamento com Deus. É possível ver isto, no chamado profissionalismo que tem invadido as igrejas. As pessoas tem se limitado a entender o serviço cristão como apenas entregar dízimos e ofertas, onde o trabalho fica sempre a cargo de um grupo pequeno de irmãos.

O serviço cristão é antes de tudo voluntário. Certamente digno é o obreiro de seu salário, mas antes de buscar o salário, o objetivo do servo de Deus é servir-Lo, mesmo que não haja remuneração. Em resumo, temos vivido um tempo onde “os crentes” têm buscado serem servidos pela Igreja, mas não é isso que nos ensina a Palavra de Deus. Jesus – o próprio Deus – veio para servir, assim também este é o papel do povo de Deus. A Igreja não existe para satisfazer os nossos desejos, mas para nos proporcionar uma vida de adoração e serviço ao Deus Vivo, proporcionando meios para desenvolver os nossos ministérios e um espaço para vivermos em comunhão, além de buscar estratégias para anunciar o evangelho de Cristo.

A busca por resultados tem feito as pessoas e as igrejas buscarem atalhos para a vitória. Ou pior tem feito a igreja confundir a vitória de Cristo com o resultado e o sucesso diante dos homens. Para entendermos qual é o caminho para a vitória, precisamos antes entender o que é a Vitória de Cristo.
 
Em resumo: a vitória de Cristo é permanecer no seu amor como Paulo escreve ao Romanos:
Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.  Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Rm8:37-39).

Permanecer no amor de Deus em Cristo Jesus é a verdadeira vitória que devemos buscar. Claro que esta afirmação é muito teórica, mas na prática isto significa ter uma fé incondicional na Palavra de Deus, obedecê-la, além de experimentar a cada dia uma pouco da Glória de Deus, pois a Bíblia diz que “de Glória em Glória somos transformados” (IICo. 3:18). Esta vitória, de uma vida com Deus, resulta em um sucesso no sentido real da palavra – capacidade para aquele que sucede.

Portanto o sucesso de Deus não é o reconhecimento, ou o aplauso, mas a continuidade da obra de Deus através dos que vem depois de nós. Este é o crescimento que Deus espera ver da Igreja neste tempo: uma Igreja formada por homens e mulheres que se entregam totalmente a Ele e não apenas freqüentadores que utilizam-se dos serviços eclesiásticos. Precisamos aprender a crer na Palavra de Deus, pois quem dá o crescimento é Ele. Pois esta escrito:
“Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.”(I Co. 2:3); “louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos”(At.2:47). Por isso, o objetivo da Igreja não é buscar o crescimento numérico, pois ele vem de Deus, precisamos sim, viver Nele, para Ele e por Ele, permanecendo no seu amor, em Cristo Jesus. (Continua)
                                                            Pr. Cezar Uchôa Júnior

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A FÉ NA DIMENSÃO DO AMOR DE DEUS


Uma convicção não nasce de conceitos vazios, ou certezas ingênuas, mas quando a realidade se encontra com a fé dando sentido para a vida e para os acontecimentos. Não basta crer é preciso viver em função da fé, isso significa alimentar a fé confrontando-a com os acontecimentos da vida, tendo por base a Palavra de Deus. Pois a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus (Rm.10:17). Portanto, a realidade da dimensão do amor de Deus se constitui quando a Palavra de Deus toma nosso coração, nossa família, nossa Igreja e passamos a ver toda realidade que nos envolve com os olhos da fé. 

Nosso coração é tomado pela dimensão do amor de Deus quando permitimos que ele seja quebrado, transformado em um coração sensível a Sua Palavra, um coração de carne (Ez. 36:26). Por isso, neste tempo de incertezas e opiniões sobre tudo, dias de infinitas informações ao alcance de nossos teclados, mas pouca sabedoria para saber o que fazer. Alguns dizem que basta fazer o que o coração manda, outros associam felicidade a satisfação da carne. Neste mundo de facilidades e relativismos, Deus tem levantado um povo incomodado e inconformado com a realidade que vemos, tanto dentro como fora da Igreja.

Portanto, a felicidade está em deixar Cristo transformar o nosso coração a cada dia, para que a nossa vida seja vivida pela fé Nele e não nas coisas que o entristecem. Não podemos condicionar nossa felicidade a este mundo, precisamos crer em Deus e em Jesus, pois ELE tem preparado um tempo de felicidade. O tempo de ser feliz é agora; a hora de adorar é agora; o dia do Senhor é hoje. Deixemos ELE reinar em nosso coração para viver esta vida pela fé, uma fé que nos faz enxergar toda dimensão do amor de Deus.


                                                

sábado, 20 de outubro de 2012

O ÉDEN NÃO FOI SUFICIENTE



Quando a serpente seduz a humanidade a desobedecer a Deus ela usa a seguinte estratégia: Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” (Gênesis 3:4-5). O que a serpente oferece é SER COMO DEUS, conhecedores do BEM e do MAL. Aparentemente uma ótima oferta, ou não? Alguns dizem que essa estória mostra um Deus sádico, pois coloca algo ao alcance da humanidade, porém diz: “não coma”. Diante dessa Palavra, podemos entender um pouco da Revelação de Deus a cerca do pecado, sua natureza e consequências para nossas vidas, não adianta ficar conjecturando se seis é meia dúzia.

O pecado, por muito tempo foi visto como um mecanismo de controle através do medo. Em certa medida isso não é errado. No entanto, a atitude de desobediência à Palavra de Deus esconde algo que muitas vezes não conseguimos perceber. Estou falando da insatisfação do que Deus nos deu. A humanidade, figurada na pessoa de Adão e Eva, foi seduzida pela possibilidade, digo possibilidade, de ter mais do que aquilo que Deus tinha dado. Aí você pode dizer, mas isso parece um teste, um jogo, de repente pode até ser. Porém, não  quero chamar a atenção para o que Deus tinha em sua mente (pois isso é apenas conjecturar), mas para a realidade do pecado da humanidade a partir do Éden.

O Éden não foi suficiente para a humanidade. Isso demonstra que não temos um coração agradecido pelo o que Deus tem nos dado. Então, se não conseguimos agradecer pelo que temos, o nosso coração fica cheio de insatisfação e almejamos algo além, o conhecimento do bem e do mal, sermos como Deus. Mas na verdade isso não passa de UMA POSSIBILIDADE improvável. Quando trocamos a realidade que temos por uma propaganda enganosa, resta-nos lamentar o que desperdiçamos. Assim, enquanto não aprendermos a valorizar o que temos, não seremos dignos de ir além, de estar na presença de Deus.

Ainda hoje o Éden não é suficiente, a Graça não basta, não conseguimos ter um coração agradecido. Por isso, a serpente tem semeado a insatisfação com as coisas de Deus e esta semente tem germinado nos corações das pessoas, inclusive nas Igrejas, valores egoístas, uma religiosidade centrada no “eu”, um conformismo com as coisas do mundo e uma divinização do que é humano. Voltemos ao evangelho, Voltemos para os braços do Pai, voltemos ao primeiro amor. Pois quando o Senhor realmente for o nosso pastor, nada nos faltará, pois ELE nos basta. Pois estou certo de que nada poderá nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus.

 PJ




quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O PAI, O FILHO E O CAJADO



Certa vez um pastor de ovelhas resolveu levar seu filho, ainda menino, para lhe ensinar o seu trabalho. Chegando ao lugar onde as ovelhas pastavam, um campo bonito, com uma mina d’água que servia para matar a sede tanto dos animais como dos pastores. O pai começou a ensinar o que deveria e o que não deveria ser feito no trato com as ovelhas no campo. Mas uma coisa o velho pai quis chamar a atenção de seu menino, para que ele tomasse cuidado com o penhasco no fim do pasto, atrás de um belo arbusto cheio de flores. Diziam ser aquele lugar o mais bonito de toda a região, porém com certeza era o mais perigoso.

Depois de ter instruído bem o seu menino, o pai foi cuidar da fonte, para que represasse mais água. Enquanto isso o jovenzinho brincava de pastor pelo campo, correndo, pulando, fazendo molecagens de criança e descobrindo coisas fantásticas. Foi esta mesma curiosidade que fez o pequeno jovem esquecer do aviso de seu pai. Então lá foi ele até aquele lugar perigoso, onde poderia ter outras coisas a serem descobertas. Mas de repente, o curioso menino escorregou e despencou penhasco abaixo agarrando com todas as forças em uma raiz. Ali sem nenhuma alternativa, o menino venceu o medo e a vergonha de ter desobedecido seu velho pai e gritou com todas as forças:  “PAI!!PAI!!!PAIIIIII!!!!!! Me ajude estou caindo, ME SALVE!!!!”. Ouvindo a súplica de seu amado filho, o velho pastor largou o que estava fazendo e correu a procura de onde estaria vindo aquele grito de socorro.

Como correu aquele velho pastor a procura de seu amado filho. De repente ele descobre de onde estava vindo os gritos de socorro e, olhando para baixo percebe que seu filho estava muito longe para poder alcançá-lo. Então no meio daquela confusão toda, ele teve uma idéia. Pega o seu cajado, se pendura no barranco do penhasco se estica ao máximo e grita: “Filho teu pai está aqui, segure o cajado para eu te salvar”, mas o seu filho não podia vê-lo, mas o escutou e respondeu: “Estou aqui meu pai, eu não vou conseguir se eu soltar a raiz posso cair”. Então o jovem menino se enche de coragem e resolve soltar a raiz do penhasco para segurar o cajado de seu pai, mesmo sem saber se realmente seu pai iria salvá-lo, afinal ele já tinha uma certa idade. Mas para a alegria de pai e filho o velho pastor conseguiu tirá-lo daquele barranco com a ajuda de seu cajado. Assim o jovem rapaz nunca mais esqueceu da experiência que tivera.

Com o passar dos anos o velho pastor veio a falecer e, o menino para relembrar de seu pai guardou o cajado em um lugar muito especial e de honra em sua casa. O menino cresceu. Já com a família formada, o “menino, agora homem” desempenhava o mesmo trabalho de seu velho pai já falecido. Certo dia um de seus filhos é flagrado pelo agora pai menino, contemplando aquele cajado. “Como é bonito este cajado pai” – dizia ele. Então seu pai contou toda a história. O jovenzinho ficou fascinado como aquele velho cajado havia salvado a vida de seu pai, por isso este filho prometeu a seu pai guardar aquele cajado para sempre lembrar desta história depois de sua morte.

O tempo, que não para, passou e com ele levou a vida do jovem menino agora velho e cheio de dias. Seu filho, neto do velho pastor, guardou com muito carinho aquele velho, porém belo cajado. E todos os dias ele olhava para ele e lembrava de como seu pai havia sido salvo através do velho cajado. Então com medo que a madeira do cajado apodrecesse e o cajado morresse como seu avô e seu pai, o neto resolve pintar um quadro do cajado. Para isso ele contrata o melhor pintor da região e investe muito de seus recursos para pintar a imagem de seu, agora santo, cajado. Antes de sua morte o neto do velho pastor resolve contar para seus filhos a importância daquele velho cajado, na vida de sua família. Dizia ele: “se não fosse este cajado meu pai teria morrido criança, eu não teria nascido e nem vocês estariam hoje ouvindo esta história”. Então todos os seus filhos resolveram fazer para si um quadro daquele velho, porém belo cajado, para que quando eles se casassem levassem consigo a história do velho cajado daquela família de pastores.

O neto do velho pastor morreu e seus filhos se espalharam pela terra, agora adorando uma imagem de um velho cajado na parede de suas casa, agora sem saber muito o porquê da origem desta veneração. Com o passar dos anos e gerações foram criados métodos, rituais cerimônias para a veneração do velho cajado. Homens matavam e morriam, defendendo a adoração ao quadro como ele era, outros diziam que o mais importante não era o cajado nem o quadro, mas a mensagem e a história de salvação daquele clã. Mas em sua maioria aquelas pessoas se esqueceram de quem tinha se arriscado, usado de todas as suas forças para ir lá naquele penhasco, com o seu já velho cajado, o velho pastor. Este não olhou para a rebeldia de seu filho, mas se arriscou e o salvou da morte certa, nunca mais foi lembrado. O jovem menino pecador, mas arrependido de sua atitude também nunca mais foi lembrado. E o próprio cajado deu lugar a vários quadros espalhados por toda aquela região cheio de crendices, simpatias e idéias sem nenhuma relevância, baseada naquelas imagens . Assim nunca mais o velho pastor e pai amoroso, seu filho arrependido e o velho cajado, instrumento da salvação para a criança, foram lembrados naquele lugar, mas os quadros dos cajados até hoje estão em todas as casas, praças, lugares daquele país alimentando a guerra, a fome e todos os sentimentos egoístas daqueles homens. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A REALIDADE DE ENTREGA

Um dos maiores desafios para o homem é aprender a entregar o que é seu. Na verdade, a religião muitas vezes tem ensinado justamente o contrário do que a Bíblia nos ensina, pois ela é utilizada como forma de ganharmos algo de Deus. Porém, a melhor coisa que podemos ganhar de Deus é aprender a entregar. 

O salmista nos ensina a entregar o nosso caminho ao Senhor e confiar (Salmo 37), Jesus é maior prova de entrega, pois Ele morreu em nosso lugar, para pagar os nossos pecados, dando a sua vida por nós. Deus nos mostrou, de forma prática que quem ama entrega “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu...”(João 3:16).

Muitas vezes passamos a vida quase toda querendo ganhar, ganhar e ganhar,  um carro, um emprego, um cônjuge, uma vida melhor, dinheiro, ou até mesmo um carinho ou um afago. Alguns até conseguem ganhar muitas coisas, outros vivem frustrados porque queriam algo que não tem, mas a questão maior não está naquilo que temos ou deixamos de ter, mas na nossa capacidade de entregar, de se doar para Deus, é isso que faz toda a diferença.

Quando vivemos na lógica da recompensa nunca encontraremos a felicidade, pelo contrário, a busca por recompensa é a fonte dos males em nossas vidas. A Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Tm 6:10), ou seja, quando o nosso coração deseja ser recompensado e os nossos esforços são para recebermos, estamos alimentando a raiz da maldade em nós. O dinheiro aqui é o símbolo da troca, do pagamento, da recompensa em função de algo que foi feito. Entenda que não é o dinheiro em si que é mal, mas é o amor a ele, por isso longe de parecer que Deus quer ver todos na pior, sem dinheiro, sem emprego e cheios de problemas, claro que não, mas nós não podemos olhar apenas para aquilo que é superficial e achar que tudo se resolveria para nós, se tivéssemos determinada coisa. 

Creia os nossos problemas se resolvem quando aprendemos a entregar o nosso caminho ao Senhor e confiar nele. Deus nos abençoe.
 Pr. Cezar Uchôa Júnior